Justiça Reprodutiva e Direitos Sexuais

Justiça Reprodutiva e Direitos Sexuais

A Justiça Reprodutiva e Direitos Sexuais estão intimamente ligadas à resistência contra as violências epistêmicas e o racismo institucional, que historicamente marginalizam práticas de parteiras e medicinas tradicionais em contextos rurais e periféricos, onde a sexualidade e os cuidados de saúde são frequentemente desvalorizados. As doenças negligenciadas, como a zika, revelam as barreiras de acesso a cuidados essenciais, exacerbadas pela biomedicalização e a priorização de modelos médicos tecnocêntricos que ignoram o cuidado comunitário. A implementação de grandes projetos e a securitização de territórios agravam essas desigualdades, tornando ainda mais difícil o acesso a direitos e cuidados, enquanto abordagens feministas de saúde desafiam essas estruturas, propondo modelos de cuidado que respeitam o saber local e a autonomia das mulheres. O enfrentamento dessas questões requer a superação das barreiras de poder, ser e saber, com a promoção de uma saúde mais inclusiva e sensível às necessidades de populações periféricas.