Os BRICS não foram originalmente criados por si mesmo, ainda assim, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se articularam e desenvolveram uma cultura de cúpulas anuais. Em 2001, ainda sem a África do Sul, Jim O’Neill, economista do Goldman-Sachs, criou o acrônimo BRIC para chamar a atenção de investidores por todo o mundo para a importância desses países para a economia global. Alguns anos depois, no contexto da crise financeira de 2008, os BRIC passaram a agir para a consolidação do grupo. Como resultado, deu-se a primeira cúpula, de 2009, na Rússia. Dois anos depois, na cúpula de Sanya, China, a África do Sul se juntou ao grupo e o que era BRIC se tornou BRICS.

As cúpulas são um elemento fundamental para que os BRICS alcancem coesão e aprendam a atuar como grupo. Através desses encontros anuais, os BRICS desenvolveram discursos e uma agenda comum. No entanto, até então, no decorrer do primeiro ciclo de cúpula, de 2009 a 2013, os BRICS não atingiram o nível da institucionalização do grupo. Na cúpula de Fortaleza, espera-se que os BRICS deem o passo na direção da institucionalização lançando o Novo Banco de Desenvolvimento, primeira instituição comum ao grupo.

Desde a primeira cúpula, em 2009, o BRICS Policy Center vem desenvolvimento relatórios e análises sobre cada uma das cúpulas, inclusive um balanço do primeiro ciclo de cúpulas. Além disso, desenvolveu uma série de factsheets sobre os bancos de desenvolvimento de cada país. Todos esses relatórios, análises e factsheets estão disponíveis para download nos links abaixo.

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