Nos últimos meses, países como Índia, Brasil e África do Sul têm se destacado na mídia nacional e internacional como palco de uma série de escândalos de corrupção, envolvendo questões já familiares a estas sociedades, como o desvio de dinheiro público e o enriquecimento ilícito. Por um lado, tais casos inserem-se num contexto mais amplo, no qual os atos ilícitos perpassam o dia-a-dia das relações políticas domésticas; por outro, a corrupção figura como parte de um discurso que a associa diretamente ao caráter “menos desenvolvido” destes países. Contudo, os três casos citados acima também parecem sinalizar, num primeiro momento, a existência de outro fenômeno nestes países: a ascensão e o fortalecimento de organizações e movimentos sociais no combate à corrupção, demandando transparência, o fim da impunidade, o direito à informação. Assim, o uso do termo “accountability social” se torna crucial para uma análise sobre corrupção e mecanismos de prestação de contas, deslocando o foco atribuído às instituições tradicionais. Assim, este trabalho volta-se à análise da dinâmica entre accountability social e combate à corrupção nos três países.


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